O Paris Saint-Germain escreveu um novo capítulo glorioso de sua história ao conquistar o segundo título da UEFA Champions League, vencendo o Arsenal nos pênaltis por 5-4 após empate por 1-1 no tempo normal e na prorrogação. A final foi disputada no Ferenc Puskás Stadium, em Budapeste, Hungria. O PSG se torna bicampeão europeu na temporada 2025/26.
Décadas de investimento bilionário, de finais perdidas e de frustrações europeias culminaram nesta noite histórica. O PSG, que havia conquistado seu primeiro título em 2024 e chegado perto em 2020 (vice-campeão para o Bayern), agora ergue a taça pela segunda vez. Uma conquista que consolida o projeto que transformou o futebol mundial.
A final foi um espetáculo de futebol de alto nível. O Arsenal abriu o placar logo aos 6 minutos com Kai Havertz, assistido por Leandro Trossard, em uma jogada que deixou o Parc des Princes paralisado. O gol precoce deu confiança ao time de Arteta, que passou a controlar o jogo com sua característica organização defensiva.
O PSG, dominante em posse de bola com 75% contra apenas 25% do Arsenal, precisou de paciência. Aos 65 minutos, Ousmane Dembélé converteu um pênalti e igualou o marcador, devolvendo a esperança ao lado parisiense. O empate persistiu até o fim dos 90 minutos e da prorrogação, levando a decisão para os pênaltis.
A decisão nos pênaltis foi de tirar o fôlego. O PSG venceu por 4-3, com Nuno Mendes desperdiçando pelo lado parisiense, mas o Arsenal perdeu dois — Eberechi Eze e Gabriel Magalhães — o que foi decisivo.
Lucas Beraldo converteu o pênalti do título com o placar em 4-3. Gabriel Magalhães foi o último a cobrar pelo Arsenal e desperdiçou, encerrando o sonho dos Gunners. Nuno Mendes havia perdido pelo PSG, mas o Arsenal não aproveitou a vantagem.
João Neves foi o maestro do meio-campo parisiense, controlando o ritmo com 7.7 de nota. Achraf Hakimi foi o jogador mais bem avaliado em campo (8.6), dominando o lado direito durante toda a partida. Marquinhos, capitão histórico do clube, teve a honra de erguer a taça da Champions League pela primeira vez.
A conquista do PSG consolida sua posição como uma das potências do futebol europeu. Após conquistar o primeiro título em 2024, o clube parisiense retorna à final e vence novamente, provando que não foi um acaso, mas sim o resultado de um projeto sólido e bem estruturado.
Desde que o Qatar Sports Investments assumiu o clube em 2011, foram investidos bilhões de euros em estrelas como Neymar, Mbappé, Messi e tantos outros — mas a Champions League sempre escapou até 2024. Agora, com o segundo título em 2026, o PSG demonstra que conseguiu construir uma equipe coletiva, sem depender de uma única estrela.
Luis Enrique, o técnico espanhol que assumiu o comando em 2023, construiu uma equipe coletiva, sem depender de uma única estrela. O PSG de 2025/26 é diferente. Sem Neymar, sem Mbappé, sem Messi — mas com um grupo coeso, disciplinado taticamente e com qualidade técnica distribuída por todo o elenco. Dembélé, Kvaratskhelia, João Neves, Hakimi e Marquinhos são os símbolos desta nova era bicampeã.
O Ferenc Puskás Stadium, em Budapeste, Hungria, foi o palco desta final histórica. Com capacidade para mais de 67 mil torcedores, o estádio recebeu uma das maiores finais da história da Champions League — com o PSG finalmente conquistando o troféu que tanto almejava.
A cidade húngara, que já sediou grandes eventos esportivos, entrou para a história do futebol como o local onde o PSG se tornou campeão europeu pela primeira vez.
No Brasil, a final PSG x Arsenal foi transmitida pelo TNT Sports, SBT e MAX. A partida reuniu milhões de espectadores no país, que acompanharam cada momento desta decisão histórica.